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Dúvidas sobre cólica e constipação em bebês

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Especialista responde – cólica e constipação

Quarta-feira, Julho 13th, 2016

Palavra do Especialista

1 - É normal o bebê ficar vários dias sem evacuar? Por quê?

Dr. Cecim El Achkar - Pediatra e Educador
O bebê pode ficar vários dias sem evacuar, isto ocorre pela mudança do ritmo intestinal, ou seja, toda vez que o leite chega no estômago do bebê, ocorre um reflexo muscular que vai descendo por todo o trato gastrointestinal até o bebê evacuar. Com o passar do tempo este reflexo, que é automático, vai diminuindo, e o bebê pode ficar até 7 dias sem evacuar. O bebê tem as fezes líquidas, grumosas e explosivas.

2 - Por que ocorre a constipação?

Dr. Cecim El Achkar - Pediatra e Educador
O que acontece é a perda do reflexo gastrocólico, diminuição da lactose que é o açúcar presente no leite materno, e que faz as fezes serem moles, grumosas e explosivas. A partir deste momento, o bebê precisa fazer o controle da evacuação, isto é um aprendizado. Alguns bebês aprendem rápido e as evacuações são mais constantes. Outros bebês demoram mais tempo para aprender. O que ocorre nesta fase, é que o bebê para aprender a evacuar fica vermelho, puxa as pernas, faz força, às vezes no local, certo, e outras vezes na face e no pescoço. Esta ação é o treinamento do bebê para fazer o cocô. A mãe neste momento pode tirar as fraldas, elevar as pernas do bebê e massagear a barriga com movimentos circulatórios, por 1 a 2 minutos.

3 - O que fazer quando o bebê sente dor com a constipação? Como aliviar? Pode ser grave?

Dr. Cecim El Achkar - Pediatra e Educador
Quando o bebê sente dor com a constipação, geralmente existem gases associados. Dar medicamento para aliviar os gases e também podemos usar várias ações: 

  • Primeiro tirar as fraldas;
  • Levantar as pernas;
  • Massagear a barriga do bebê com movimentos circulatórios;
  • Oferecer alimentos que aumentem o trânsito intestinal fazendo com o que o bebê evacue. Podemos usar ameixa preta, mamão, laranja, azeite de oliva extravirgem, dependendo de cada caso.

É proibido dar para o bebê medicamentos com ESPASMO porque podem produzir graves efeitos colaterais, além de dar mais constipação.
A constipação é grave quando é consequência de alguma alteração anatômica, como estenose, que é o estreitamento de algum segmento do intestino, ou algum segmento que não possui enervação e, por isso, ele não funciona. Nesses casos, geralmente a solução é uma cirurgia.

4 - Qual é a diferença entre cólica e constipação?

Dr. Cecim El Achkar - Pediatra e Educador
A cólica é a dor aguda produzida por fortes espasmos no intestino, que se manifestam em ondas de dores maiores ou menores.
A constipação é o fato que acontece quando o bebê não consegue eliminar as fezes, mesmo sendo estimulado para isto. Ele sente vontade e não consegue.

5 - O intestino do bebê muda com a introdução de novos alimentos? E a cor do cocô?

Dr. Cecim El Achkar - Pediatra e Educador
Cada vez que você introduz um alimento diferente, as fezes mudam a consistência e também a coloração. É comum a mudança da consistência das fezes quando o bebê deixa de mamar no peito e faz a transição para outros alimentos incluindo sucos, frutas e papinha salgada. Assim também como muda o ritmo intestinal, às vezes para mais e outras para menos. A cor das fezes não tem nada a ver com cólicas, mas sim, com colonizações diferentes da microbiota intestinal.

6 - Por que ocorre a cólica?

Dr. José Paulo Ferreira - Médico Pediatra Mestre em desenvolvimento Infantil
A cólica infantil é um evento único. Inicia por volta da segunda semana de vida e dura aproximadamente até o terceiro ou quarto mês de vida. A origem da cólica é multifatorial. Caracteriza-se por uma imaturidade dos sistemas gastrintestinal e nervoso central, que não sabem lidar com "gases" e com "como fazer o cocô". Fatores externos como estímulo excessivo, stress diário, cansaço e alguns alimentos também colaboram com o "famoso mau humor" do fim de tarde, no qual nada consola nosso "pobre bebê". A criança percebe tudo a sua volta, como a tensão e a ansiedade dos pais. Agitação, como som e TV altos ou brincadeiras prolongadas, também pode aumentar as cólicas. Muito comum no primeiro filho, diminui muito nos próximos irmãos. Respeitar o ritmo e o sono do bebê é fundamental.

7 - O que fazer para aliviar a cólica?

Dr. José Paulo Ferreira - Médico Pediatra Mestre em desenvolvimento Infantil
Sabendo que é um processo normal e que a maioria dos bebês passa por isto, o melhor remédio é entender o que acontece antes que o "caos" se instale. Como cólica não é doença, não existe um tratamento medicamentoso eficiente. Algumas ações podem ser feitas para aliviar as cólicas:

  • Não superalimente seu filho. Lembre-se que nem todo choro é fome;
  • Caminhe com seu bebê ou carregue-o no carrinho. O contato físico e emocional o acalma;
  • Envolvê-lo em seus braços para contê-lo e acalmá-lo;
  • Deitá-lo de barriga para baixo na cama ou em nossas pernas massageando levemente suas costas ajudam a relaxar;
  • Massagem na barriga;
  • Bolsa de água quente (cuidado com a temperatura);
  • Ginástica com as pernas sobre o abdome.

Quando estiverem tensos ou ansiosos, consigam um membro da família para revezar e permitir que vocês descansem. Não importa quão impaciente ou irritado vocês estejam, um bebê jamais deve ser chacoalhado.
Os pais não têm culpa do choro do bebê. É importante que ele chore, isso o ajuda a se reorganizar e ninguém é culpado pelas cólicas.
É importante se desligar do bebê para descansar. Ficar de plantão, 24 horas por dia, além de não ser saudável prejudica a relação da mãe com o pequeno.
Mantenha um bom contato com seu pediatra para ter certeza que seu bebê é saudável.

8 - Existe cólica depois dos 6 meses?

Dr. José Paulo Ferreira - Médico Pediatra Mestre em desenvolvimento Infantil
Normalmente não. A cólica não dura para sempre. Desaparece por volta do terceiro ou quarto mês de vida. A partir daí, se a "cólica" persistir, devemos pensar em outro diagnóstico como o refluxo gastroesofágico.

9 - A alimentação da mãe interfere na cólica e constipação do bebê que mama no peito?

Dr. José Paulo Ferreira - Médico Pediatra Mestre em desenvolvimento Infantil
Ainda que não tenhamos uma relação comprovada entre a alimentação da mãe e a cólica, alguns alimentos podem exacerbar a cólica nos bebês. A ingestão excessiva de leite de vaca e derivados pela mãe pode ser um deles. Alguns alimentos sabidamente estimulantes como café, chocolate, chá preto, chimarrão, cigarro e bebida alcoólica também podem aumentar as cólicas. Lembramos que cada criança é um ser individual. Caso a mãe perceba que a ingestão de determinado alimento provoca cólicas em seu filho, pode suspender temporariamente este alimento e observar a reação sobre as cólicas. A relação da alimentação da mãe e a constipação do bebê é ainda mais difícil de avaliar. A princípio, a mãe pode comer de tudo, com bom senso é claro, que não aumenta a constipação no seu bebê.

10 - Os gases estão relacionados a cólica?

Dr. José Paulo Ferreira - Médico Pediatra Mestre em desenvolvimento Infantil
Como já mencionamos antes a origem da cólica é multifatorial. Dentre os fatores que compõem as cólicas estão os gases. No início, o bebê não tem nem ideia de que músculo precisa usar para liberar os gases ou evacuar, tentando de várias maneiras liberá-los, muitas vezes sem sucesso. Esta é uma tarefa de tentativa e erro que ele vai aprendendo. O uso de medicações alivia um pouco este aspecto. Converse com seu pediatra.

11 - A cólica pode estar associada a alergia alimentar?

Dr. José Paulo Ferreira - Médico Pediatra Mestre em desenvolvimento Infantil
Não há consenso sobre a questão. A princípio a cólica clássica não está relacionada com alergia alimentar, pois se caracteriza por uma imaturidade do bebê. O que temos normalmente é uma associação de sintomas que podemos confundir com as cólicas. Vale lembrar que a cólica tem algumas características bem específicas, como o choro ou irritação no fim da noite, de duração de uma a duas horas. Já a alergia alimentar, provoca choros e desconforto em praticamente todas as mamadas podendo estar associada com diarreia e vômitos. Uma conversa com seu pediatra pode esclarecer esta dúvida.

 

Dr. Cecim El Achkar
Dr. Cecim El AchkarPediatra e Educador
Dr. José Paulo Ferreira
Dr. José Paulo FerreiraMédico Pediatra e Mestre em desenvolvimento Infantil

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